Gente, olha só o que pesquei no site Viomundo do jornalista Luiz Carlos Azenha. Foi pesada esta declaração do Ziraldo, mas verdadeira. Estamos, a cada dia, produzindo idiotas e é por essas e por outras que a grande mídia e os parlamentares em Brasília nos fazem de idiotas, mesmo que não aceitemos tal elogio. Vai ver que já somos!
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Ziraldo: “Muitos pais não percebem, mas seus filhos
se tornaram idiotas”
publicado em 14
de agosto de 2012 às 19:10
Uma
breve conversa de 15 minutos com Ziraldo na Bienal Internacional do Livro de
São Paulo acaba passando por temas como literatura, colonização brasileira,
marketing, UFC, novas tecnologias, casos de família e até mesmo um pouco sobre
os seus lançamentos na feira.
Aos
80 anos e em sua 16ª Bienal, o pai do Menino Maluquinho não cessa de enfatizar
a importância de feiras literárias e do próprio livro para enfrentar o que ele
considera em “emburrecimento” endêmico da sociedade.
“A
família brasileira não lê. Nós temos a internet que pode ser a fonte da vida e
do conhecimento, mas o computador é usado como brinquedo. Muitos pais não
percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”, disse Ziraldo ao UOL. “Bote
um livro na mão do seu filho e ensine o domínio da leitura. Se ele não dominar
isso, só vai dar certo se souber jogar futebol ou dar porrada muito bem para
entrar nesse UFC”.
Ziraldo
mostra não aprovar o sucesso das competições de artes marciais mistas. “Liguei
a TV de madrugada outro dia e vi dois seres se esfregando. Achei que fosse
pornografia. E aí o chão começou a se encher de sangue como se tivesse rompido
o hímen. Só depois percebi que era essas lutas”, contou Ziraldo.
Apesar
de ser autor de obras que marcaram seguidas gerações de crianças brasileiras,
Ziraldo diz que não se considera um narrador. “Não tenho um talento como o de
Thalita Rebouças ou da autora do Harry Potter”, falou. “Eu parto de uma ideia
simples como uma ilustração e tento fechá-la com chave de ouro, como fazia
quando trabalhava no marketing”.
“O
livro é o objeto mais perfeito da história da humanidade”, defendeu Ziraldo.
“Você carrega a história em suas mãos, sente o cheiro do papel, o tempo que
você vira uma página é um tempo que percorre na história. O livro contém vida e
isso não pode ser substituído por algo frio e digital”.
Quando
perguntado sobre o que mudou em sua comunicação com as crianças em todos os
anos de literatura infantil, Ziraldo responde: “Não mudou nada. Os tempos e as
tecnologias podem mudar, mas a criança não muda nunca”. Ziraldo lança na feira
“O Grande Livro das Tias” (Melhoramentos), homenagem às tias e sua importância
na infância.
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