domingo, 12 de julho de 2009

É o amor!

















É O AMOR!

Ela acordou. Espreguiçou-se. Olhou pro lado e não vi ninguém, contudo na noite anterior havia sim, um jovem ao seu lado; Rafael. Um estrangeiro que ela conheceu num “big burger” qualquer na avenida dos teatros. Ela sabia que, mesmo pesando 140 quilos, ainda tinha seus encantos: “Os renascentistas me amariam...” Dizia, sempre mastigando alguma coisa. Não gostava de ser chamada de rechonchuda, gorducha, bolinha, nem pensar. Tinha lá seu direito, pensava. Rafael, foi o último amante até aquela manhã de domingo. Outros, todos estrangeiros era sua preferência: “Gente aberta.” Comentava, para justificar-se. Houve o George, americano, de Seatle. Sergei, russo de Moscou. Marcley... Bem, esse foi um pernambucano que apareceu junto com Oleg, outro russo, só que de Vladivostok. Rafael, parecia ser uma pessoa definitiva em sua vida, pensou enquanto coçava as costas com a ajuda de uma varetinha. Não porque Rafael fosse Italiano e com nome de gênio da pintura, mas por que ele era mesmo um pequerrucho gostoso. O que fazer, não se decidiu até amanhecer naquele domingo de sol brilhante. No quarto, procurou vestígios da noite incrível que passara. Não encontrou nada. Uma pena? Que nada. Não se lamentou apenas disse: “Ótimo! Melhor assim.”. Saiu pra deixar o lixo lá fora. “Estava tudo no lugar: vidro, papelão e papel e resto de comida... “Não!” Essa foi sua expressão ao ver um dedo; o “cata-piolho”, o mesmo de apontar pros que a chamava de “baleia”! Então, com um ar entristecido exclamou: “Perdoe, pequeno Rafael, pensei que ia lhe comer todinho.” Saiu direto pro parque para enterrar aquele dedo, começo de tudo.

2 comentários:

rafaelo disse...

caracoles rapaz...fiz lá no meu espaço-porão-imundo-quase-um-blog uma provocacion que parece coisa parecida com as coisas de rettamozo.

Hélio Jorge Cordeiro disse...

Aê, Rafa, vou aparecer por lá, sim!