segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Em cartaz, faz tempo!
Gente, eu nunca imaginei que poderia ver com os meus pobres olhos míopes, o caos que está a cidade de Itajaí. A cidade peixeira virou uma pequena São Paulo naquilo que é pior na capital paulista: o congestionamento.
O caos que se instalou no trânsito da cidade, é mesmo digno da falta de planejamento e descaso com a população. É certo que justifiquem o inferno instalado, como para o bem da nano-metropole do vale, mas convenhamos, decidiram abrir buracos em todas as vias do centro da cidade ao mesmo tempo e ainda por cima só trabalham durante o dia. O povo desta cidade é mesmo paciente e dócil. Uma pena, pois o que me parece, é que os itajaienses são masoquistas e o que está acontecendo é mesmo digno de um filme de catastrofe e estrelado pelos peixeiros.
Meu deus! Parece que quanto mais apanha mais o povo gosa!
Acorda povo, que o dia já raiou!
sábado, 6 de agosto de 2011
Coisas da China
Coisas da China
No Norte da China, havia três majestosas montanhas. Todas as três muito verdejantes. As três salpicadas, aqui e ali, de branco e rosa pelas flores das cerejeiras e das magnólias.
No sopé de uma delas, conhecida como Mezanino de Deus, onde touceiras de bambuzais se moviam, de um lado para o outro, como aplicados dançarinos embalados ao som melodioso do vento, havia um riacho de águas límpidas, que corria lentamente, vale abaixo, como uma serpente prateada e preguiçosa. Na margem direita, erguia-se um pequeno mosteiro budista, em cujo jardim interno, conversavam o mestre e seu pupilo.
- Mestre Zu, eu quero encontrar a sabedoria. – disse Hua, como que entoando uma melodia suave de uma flauta feita de bambu.
- Vai, caminha até ela. – respondeu o mestre Zu, sem mexer um só músculo da face e cujas palavras saíam de sua boca sem dentes, como uma brisa primaveril.
- Mas eu não tenho pernas. – respondeu Hua, mantendo-se cabisbaixo, observando as formiguinhas indo e vindo de um resto chupado de kiwi.
- Então usa tuas mãos. – disse o mestre Zu, recolhendo as suas nas mangas largas de sua veste laranja e roxa.
- Mas eu não tenho mãos, mestre. – falou Hua, como uma borboleta que quer deixar o casulo e não consegue por estar ainda cedo para alçar vôo.
- Rasteja, então. – disse o mestre, agora levitando acima do canteiro de pelargônios.
- Rastejar, eu não sei, mestre. – respondeu entristecido, o pupilo, agora elevando o olhar para o topo do telhado do pequeno mosteiro, onde dois rouxinóis se acasalavam.
- Como queres, então, encontrar a sabedoria se nem rastejar tu sabes, ainda. – falou o mestre flutuando até o prédio principal do mosteiro e desaparecendo no breu dos corredores.
Hua encolheu-se e permaneceu ali, entre os pelargônios, até o dia em que brotou do jovem pupilo uma flor viçosa e muito rosa.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A estupidez é crônica e a covardia é endêmica
Pessoal, mais uma demonstração de covardia e estupidez perpretadas por jovens na cidade de São Paulo contra outros jovens. Os paulistanos não estão sabendo conviver com o diferente, ou melhor, não suportam se ver nos outros. Qualquer hora dessas iremos ter uma guerra sangrenta nas ruas da paulicéia entre heteros sensatos, juntos com os homossexuais, contra as ignóbeis amebas que se travestem de homens. Um descalabro total. O que estão fazendo com a cidade de São Paulo é pura maldade. Querem vê-la destruída. Se continuar assim, vão conseguir e a cidade heterogênea, cosmopolita, acolhedora, diferente, só existirá na lembrança daquelas pessoas que um dia a apreciaram.
As agressões homofóbicas em São Paulo
Enviado por luisnassif, sex, 05/08/2011 - 14:51
Por wilson yoshio.blogspot
Do G1
Jovens gays são agredidos em estação do Metrô de SP
Agressão aconteceu na noite desta quarta-feira, na Estação Anhangabaú. Ataque ocorreu após amigos se abraçarem.
Do G1 SP
Dois jovens homossexuais foram agredidos por três adolescentes quando esperavam o trem na Estação Anhangabaú de Metrô, na Linha 3–Vermelha, na noite desta quarta-feira (3), no Centro de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os jovens, de 22 e 23 anos, contaram que eram amigos e que foram agredidos pelo grupo no momento em que se abraçaram. Eles tiveram ferimentos leves.
Ainda segundo a secretaria, os três adolescentes, um de 16 e os outros dois de 17 anos, foram advertidos pelos guardas metroviários momentos antes de atacarem os gays. De acordo com os guardas, eles pularam a catraca do Metrô sem pagar. Quando chegaram à plataforma para esperar o trem, viram os dois amigos se abraçando e começaram a agredi-los. Eles foram contidos pela guarda.
O caso foi registrado como ato infracional na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom). Os adolescentes foram entregues aos seus pais após a assinatura de um termo de compromisso para que eles compareçam à Vara da Infância e da Juventude.
A assessoria de imprensa do Metrô confirmou a agressão e afirmou que os dois amigos agredidos foram atendidos na sala de primeiros socorros da estação após a ocorrência.
As agressões homofóbicas em São Paulo
Enviado por luisnassif, sex, 05/08/2011 - 14:51
Por wilson yoshio.blogspot
Do G1
Jovens gays são agredidos em estação do Metrô de SP
Agressão aconteceu na noite desta quarta-feira, na Estação Anhangabaú. Ataque ocorreu após amigos se abraçarem.
Do G1 SP
Dois jovens homossexuais foram agredidos por três adolescentes quando esperavam o trem na Estação Anhangabaú de Metrô, na Linha 3–Vermelha, na noite desta quarta-feira (3), no Centro de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os jovens, de 22 e 23 anos, contaram que eram amigos e que foram agredidos pelo grupo no momento em que se abraçaram. Eles tiveram ferimentos leves.
Ainda segundo a secretaria, os três adolescentes, um de 16 e os outros dois de 17 anos, foram advertidos pelos guardas metroviários momentos antes de atacarem os gays. De acordo com os guardas, eles pularam a catraca do Metrô sem pagar. Quando chegaram à plataforma para esperar o trem, viram os dois amigos se abraçando e começaram a agredi-los. Eles foram contidos pela guarda.
O caso foi registrado como ato infracional na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom). Os adolescentes foram entregues aos seus pais após a assinatura de um termo de compromisso para que eles compareçam à Vara da Infância e da Juventude.
A assessoria de imprensa do Metrô confirmou a agressão e afirmou que os dois amigos agredidos foram atendidos na sala de primeiros socorros da estação após a ocorrência.
Viva a ignorância!
Pessoal, estava eu fuçando uns jornais online quando me deparei com essa matéria, assinada por Homero Fonseca, um intelectual pernambucano. Achei muito interessante o depoimento do autor cubano Juan Gutierrez. Confiram e comentem se forem capazes!
A NECESSIDADE DE SER UM POUCO IGNORANTE
(Matéria de Homero Fonseca / InterBlogs /04 de Agosto de 20011 às 12:23- Foto: Ana Fonseca)
Pedro Juan, apresentado pelo locutor que vos fala, na Bienal de PE/2009
Pedro Juan Gutierrez, o autor cubano que esteve na última Bienal do Livro de Pernambuco, me manda de Havana uma entrevista recente dele à revista eletrônica de cultura espanhola Culturamas.
Excelente, precisa, clara a fala desse “animal tropical” que desmistifica… muita coisa. A começar pela vida em Cuba, sempre literariamente tratada.
Pincei uns trechos antológicos da entrevista:
“Escreve-se por assombro. Eu, ao menos, escrevo sempre a partir do assombro. Um costume que seguramente obtive fazendo jornalismo durante 26 anos.”
“Pensar é um luxo. Poucas pessoas neste planeta pensam. Com critérios próprios, esclareço. Por isso, os políticos de todas as épocas e em todos os países temem os escritores, os intelectuais, os filósofos. E os reprimem ou lhes dão prêmios, para calá-los e torná-los gratos. Somos uma espécie perigosa. Eu já rejeitei prêmios para que não me fodam a vida”.
Sobre a questão do conhecimento acadêmico por parte dos escritores (digo eu: parece que todo escritor, para ser up-to-date, precisa fazer algum mestrado), ele desfere uma flechada certeira:
“Não há necessidade de saber tanto. O excesso de conhecimento destrói a audácia, a criatividade, a ousadia. Há que ser um pouco ignorante. Não muito. Só um pouco”.
Con permiso, assino embaixo.
A entrevista completa, em espanhol, está no saite:
http://www.culturamas.es/blog/2011/08/01/pedro-juan-gutierrez/
Excelente, precisa, clara a fala desse “animal tropical” que desmistifica… muita coisa. A começar pela vida em Cuba, sempre literariamente tratada.
Pincei uns trechos antológicos da entrevista:
“Escreve-se por assombro. Eu, ao menos, escrevo sempre a partir do assombro. Um costume que seguramente obtive fazendo jornalismo durante 26 anos.”
“Pensar é um luxo. Poucas pessoas neste planeta pensam. Com critérios próprios, esclareço. Por isso, os políticos de todas as épocas e em todos os países temem os escritores, os intelectuais, os filósofos. E os reprimem ou lhes dão prêmios, para calá-los e torná-los gratos. Somos uma espécie perigosa. Eu já rejeitei prêmios para que não me fodam a vida”.
Sobre a questão do conhecimento acadêmico por parte dos escritores (digo eu: parece que todo escritor, para ser up-to-date, precisa fazer algum mestrado), ele desfere uma flechada certeira:
“Não há necessidade de saber tanto. O excesso de conhecimento destrói a audácia, a criatividade, a ousadia. Há que ser um pouco ignorante. Não muito. Só um pouco”.
Con permiso, assino embaixo.
A entrevista completa, em espanhol, está no saite:
http://www.culturamas.es/blog/2011/08/01/pedro-juan-gutierrez/
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Revisitando
Obcenas palavras
Quando abriste as pernas,
Vislumbrei a tua vulva.
Tinha vida, tinha a graça da luxuria.
Olhei e me vi em seus óculos
De lentes cravejadas de pontinhos;
Resquícios doces de uma banal ejaculação.
Vi-me nu e tão somente nu.
Você não me revelou segredo algum.
Mas sorriu da minha ereção vespertina
Que você tanto insiste em contemplar.
Não posso mais olhar você como antes.
Você não é minha, afinal. Eu sei.
Nunca mais a terei em meus beijos.
Molhar-lhe, sujar-lhe e por fim cair sobre você
Como uma pedra rolando de um barranco.
Você apenas me olhou e beijou a minha secreção.
Depois, você foi embora sem dizer nada,
pois jamais estivera comigo.
Ficaram de nós dois apenas um olor,
uma tênue fragrância de sua vulva úmida.
Nunca mais, nenhum sentido.
Nem minha ereção marginal,
nem seu olhar míope e fugidio
para justificar as suas pernas abertas.
Quando abriste as pernas,
Vislumbrei a tua vulva.
Tinha vida, tinha a graça da luxuria.
Olhei e me vi em seus óculos
De lentes cravejadas de pontinhos;
Resquícios doces de uma banal ejaculação.
Vi-me nu e tão somente nu.
Você não me revelou segredo algum.
Mas sorriu da minha ereção vespertina
Que você tanto insiste em contemplar.
Não posso mais olhar você como antes.
Você não é minha, afinal. Eu sei.
Nunca mais a terei em meus beijos.
Molhar-lhe, sujar-lhe e por fim cair sobre você
Como uma pedra rolando de um barranco.
Você apenas me olhou e beijou a minha secreção.
Depois, você foi embora sem dizer nada,
pois jamais estivera comigo.
Ficaram de nós dois apenas um olor,
uma tênue fragrância de sua vulva úmida.
Nunca mais, nenhum sentido.
Nem minha ereção marginal,
nem seu olhar míope e fugidio
para justificar as suas pernas abertas.
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