segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um brinde ao meu amigo Harvey!




















Ontem, domingo, resolvi zapear pela TV a cabo e dei de cara com “Meu amigo Harvey” , ou apenas “Harvey” no original em Inglês.

O filme estrelado por James Stewart e dirigido por Henry Koster (Anjo Caído do Céu; O Galante Vagabundo), foi baseado na peça “Harvey” de Mary Chase, peça que ganhou o Prêmio Politzer; Mary Chase também escreveu o roteiro em parceria com Oscar Brodney.

O filme fala, de modo bem humorado, da bondade e da mesquinhez humana e, é claro, de alcoolismo, este último de uma forma bem disfarçada, a meu ver.

O desempenho de James Stewart na pele de Elwood P. Dowd é simplesmente magistral. Ele foi indicado ao Oscar por esse trabalho.

Elwood tem um amigo imaginário, Harvey, um coelho de 1 metro e 80 - quem sabe derivado de sua alucinação etílica. Elwood (Stewart) atua tão convincentemente que parece mesmo que existe o tal amigo Harvey, o coelho. Isso serve tanto para os outros personagens da trama, que passam a acreditar que o tal coelho existe mesmo, como para nós, espectadores, que vemos Stewart dar um show de interpretação.

Incomodada pela condição do irmão – leia-se aí o alcoolismo disfarçado por uma aparente perturbação mental do personagem Elwood, Veta, interpretada pela também incrível Josephine Hull, resolve interná-lo numa clínica psiquiátrica, mas as suas reclamações contra as atitudes excêntricas de seu irmão levam o médico responsável a crer que é ela, Veta, quem anda com os parafusos soltos e a ordenar que a internem e liberem Elwood. Daí, mais confusões e desencontros de informações ocorrem, nos levando ao encontro de bem humorados momentos. O filme é muito bem dirigido por Koster, que já havia filmado outros bons trabalhos, como Anjo Caído do Céu, com Cary Grant, por exemplo.

Harvey, sem dúvida nenhuma, deve ser uma grande peça de teatro, que poderia muito bem ser revisitada por algum dramaturgo brasileiro, pois tem muito a oferecer como espetáculo. Ah, a propósito, andam falando que Steven Spielberg está se preparando para filmar essa história. Tomara.

Me lembrei de parte de uma fala do personagem Elwood, que achei uma pérola. Ele confessa para o psiquiatra e sua bela assistente, que eles, Elwood e Harvey, costumavam beber uns tragos pelos bares, onde encontravam gente de todo o tipo e que eram pessoas gentis para com os dois. Elwood continua dizendo que essas pessoas discutiam seus problemas, suas alegrias e, sobretudo, discutiam acerca das coisas importantes de suas vidas, enfatizando:
“All very large, because nobody ever brings anything small into a bar.”

Quem quiser assistir ao filme, é só ir no Cine Cubancheiro, aqui do lado direito.
Quem quiser ler o roteiro (em Inglês) aqui está o link:
http://sfy.ru/sfy.html?script=harvey

2 comentários:

rafaelo disse...

MATOU A COBRA E MOSTROU o pau...novodades..ve nos blolgs

Hélio Jorge Cordeiro disse...

Assim é como lhe parece, brother! Vou já, já por lá! hehehe