Como está se aproximando mais um fim de semana, resolvi postar mais um continho de minha autoria para vocês que por aqui passeam:
GAIVOTA SACANA
Estava eu a ver navios à beira da foz do rio, quando uma gaivota voou sobre minha cabeça e meu olhar a acompanhou, interessado, deixando de lado os navios.
Seu vôo era suave, plácido, silencioso. Nesse momento, lembrei Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach, livro dos tempos idos de minha saudosa juventude.
Num movimento repentino e ascendente, ela subiu, subiu e depois desceu, desceu e, mais uma vez, pairou sobre as águas. Planou suave até ficar estática, aproveitando uma corrente de ar quente. Não demorou, a gaivota voltou a subir, batendo suas asas sincronicamente. Subiu mais ainda que da outra vez. Então, mirando as águas, ela contorceu-se, juntou suas asas ao corpo e num mergulho quase suicida, a gaivota desceu, desceu, desceu tão ligeira que mais parecia uma flecha lançada por um arco forte e robusto. Seu corpo comprimido cortou o ar como uma lâmina de aço afiada e acertou em cheio a água. Lá se foi ela água a dentro. Ela afundou, afundou e eu não a vi mais! Esperei, esperei mais um pouco ainda, na esperança de vê-la retornar, mas nada. Nada da gaivota voltar. Minha atenção voltou-se, então, pros navios que continuavam ao largo. Imóveis, mortos, gigantes de ferro sem vida a balouçar no vai e vem das ondas.
Foi então que, num arroubo de ousadia, a gaivota veio à tona. Viva como nunca. Ela subiu aos céus como um míssil, respingando água por todas as suas penas. Vitoriosa. Soberba. A gaivota subiu, subiu abocanhando um peixe, cujas escamas, tal qual uma jóia, resplandeciam com a luz do sol, que logo pretendia esconder-se. Sorri, não por ela, ou por sua demonstração de destreza, mas por sua ousadia de, ao emergir, com seu alimento, dar um rasante sobre a minha cabeça, deixando-me acuado por uns instantes.
Não sei se ouvi direito, ou se foi o barulho do vento, misturado as ondas batendo no trapiche, mas eu podia jurar ter escutado a gaivota gargalhar. Pra, logo em seguida, a atrevida ave, vir a cagar-me a cabeça. Voou ela, faceira, na direção dos navios e deles passou. Ainda teve tempo, a danada, de olhar-me todo vexado e sujo a resmungar: “Que gaivota sacana!”
quinta-feira, 31 de julho de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
O Fusca
Hoje eu conheci uma mulher tão linda, muito linda , mais que linda, que não consigo me lembrar quem ela era.
Coisas óbvias
Não cabe na palma da minha mão
Tudo que eu desejo ter nas mãos.
Não alcançam os meus pés
Todas as coisas que eu tento chutar para longe.
Não dá pra ver tudo o que os meus olhos vêem
A um palmo do meu nariz.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Uma frase para pensarmos II
"Existem verdades que a gente só pode dizer depois de ter conquistado o direito de dizê-las. " -Jean Cocteau *1889 - +1963
sábado, 26 de julho de 2008
O Dia em que Bob Dylan Morreu
Ei people, aqui vai mais um continho só pra não dizer que não ando fazendo nada na vida! Boa leitura!
O DIA EM QUE BOB DYLAN MORREU
Outro dia, passando por uma banquinha de revistas, me abriguei da chuva que caía forte e me lembrei de um velho amigo dos tempos de rapaz.
Enquanto esperava a chuva estiar, minha memória correu chão, atrás de um dia de aguaceiro como aquele, lá pelos anos 1969.
O meu amigo era mesmo uma figurinha, como se costuma dizer. Não só pelo seu físico, como pelas suas tiradas humorísticas. Não havia um dia em que ele não tivesse uma piada pronta para contar. Não eram piadas de papagaio, judeus ou de outros personagens que costumamos ouvir em rodinhas de conversa. Eram piadas sobre coisas da vida, como covardia, coração partido, doença terminal, cegueira e tinha até sobre unha encravada.
O danado é que ele mesmo as criava. Elas tinham graça? Eu digo não, não tinham, mas, para ele, tinham e muita, já que ele se acabava de tanto rir. Ele também era afeito a cantar. Cantava em inglês! É isso, mesmo, em in-glês! Até aí.... ele poderia ser conhecedor da língua de William Shakespeare, mas a verdade é que ele não sabia nada, nadica dessa língua. Ele inventava as palavras que, para os desavisados, se pareciam com inglês de verdade.
Era muito engraçado vê-lo cantar, principalmente as melodias de Bob Dylan. Aliás, ele se dizia parecido com o cantor norte-americano, porém o gajo não tinha nada em comum com o astro nascido em Duluth, Minnesota, a não ser por ser do sexo masculino e a semelhança entre os dois ficava por aí.
Como já disse, eu estava abrigado da chuva numa banquinha de revistas na noite do dia 17 de Junho de 69, quando ouvi o locutor do rádio anunciar que tinha havido um acidente de carro na rua onde eu morava, o qual tinha causado a morte de um jovem. Estava aflito para saber o nome do jovem, mas o desgraçado proprietário da banquinha de revistas mudara de estação logo no instante em que o locutor ia falar o nome da vítima. Fiquei desesperado e corri pro ponto de ônibus embaixo do chuvaréu.
Finalmente, cheguei à minha rua. A chuva continuava a castigar a cidade de norte a sul e de leste a oeste.
Quando passei pela casa de Dona Etelvina, um grupo de pessoas se aglomerava no terraço. Isso me chamou a atenção, pois ela não era afeita a festinhas ou mesmo reuniões com mais de duas pessoas, incluindo ela. Resolvi então falar com o tal amigo. Abri o portão e entrei. Dona Etelvina era a mãe dele. Quando me aproximei das pessoas, um ar de consternação tomava conta de todos que ali se encontravam. Meu Deus! – eu pensei alto – Será que dona Etelvina bateu as botas?! - indaguei a mim mesmo.
A minha desconfiança se dissipou quando a vi ladeada por uma jovem e uma senhora. A jovem, era Dalila ou Lila, como a chamavam e a senhora, era dona Gilda. A primeira era minha irmã e a segunda minha mãe.
Quando dona Etelvina me viu, danou-se a chorar. Foi aí que minha irmã levantou-se e veio ao meu encontro. Ela me abraçou e disse com os olhos em lágrimas: “Duda, Bob Dylan morreu!”
Hoje, quando vejo Bob Dylan, o cantor norte-americano, chego à conclusão de que o meu amigo, realmente, tinha alguma coisa a ver com o “american-singer” e quando me lembro de algumas de suas piadas, morro de rir com elas. Conclusão: cada um é engraçado à sua maneira e você é o que quer ser, se assim acredita ser.
O DIA EM QUE BOB DYLAN MORREU
Outro dia, passando por uma banquinha de revistas, me abriguei da chuva que caía forte e me lembrei de um velho amigo dos tempos de rapaz.
Enquanto esperava a chuva estiar, minha memória correu chão, atrás de um dia de aguaceiro como aquele, lá pelos anos 1969.
O meu amigo era mesmo uma figurinha, como se costuma dizer. Não só pelo seu físico, como pelas suas tiradas humorísticas. Não havia um dia em que ele não tivesse uma piada pronta para contar. Não eram piadas de papagaio, judeus ou de outros personagens que costumamos ouvir em rodinhas de conversa. Eram piadas sobre coisas da vida, como covardia, coração partido, doença terminal, cegueira e tinha até sobre unha encravada.
O danado é que ele mesmo as criava. Elas tinham graça? Eu digo não, não tinham, mas, para ele, tinham e muita, já que ele se acabava de tanto rir. Ele também era afeito a cantar. Cantava em inglês! É isso, mesmo, em in-glês! Até aí.... ele poderia ser conhecedor da língua de William Shakespeare, mas a verdade é que ele não sabia nada, nadica dessa língua. Ele inventava as palavras que, para os desavisados, se pareciam com inglês de verdade.
Era muito engraçado vê-lo cantar, principalmente as melodias de Bob Dylan. Aliás, ele se dizia parecido com o cantor norte-americano, porém o gajo não tinha nada em comum com o astro nascido em Duluth, Minnesota, a não ser por ser do sexo masculino e a semelhança entre os dois ficava por aí.
Como já disse, eu estava abrigado da chuva numa banquinha de revistas na noite do dia 17 de Junho de 69, quando ouvi o locutor do rádio anunciar que tinha havido um acidente de carro na rua onde eu morava, o qual tinha causado a morte de um jovem. Estava aflito para saber o nome do jovem, mas o desgraçado proprietário da banquinha de revistas mudara de estação logo no instante em que o locutor ia falar o nome da vítima. Fiquei desesperado e corri pro ponto de ônibus embaixo do chuvaréu.
Finalmente, cheguei à minha rua. A chuva continuava a castigar a cidade de norte a sul e de leste a oeste.
Quando passei pela casa de Dona Etelvina, um grupo de pessoas se aglomerava no terraço. Isso me chamou a atenção, pois ela não era afeita a festinhas ou mesmo reuniões com mais de duas pessoas, incluindo ela. Resolvi então falar com o tal amigo. Abri o portão e entrei. Dona Etelvina era a mãe dele. Quando me aproximei das pessoas, um ar de consternação tomava conta de todos que ali se encontravam. Meu Deus! – eu pensei alto – Será que dona Etelvina bateu as botas?! - indaguei a mim mesmo.
A minha desconfiança se dissipou quando a vi ladeada por uma jovem e uma senhora. A jovem, era Dalila ou Lila, como a chamavam e a senhora, era dona Gilda. A primeira era minha irmã e a segunda minha mãe.
Quando dona Etelvina me viu, danou-se a chorar. Foi aí que minha irmã levantou-se e veio ao meu encontro. Ela me abraçou e disse com os olhos em lágrimas: “Duda, Bob Dylan morreu!”
Hoje, quando vejo Bob Dylan, o cantor norte-americano, chego à conclusão de que o meu amigo, realmente, tinha alguma coisa a ver com o “american-singer” e quando me lembro de algumas de suas piadas, morro de rir com elas. Conclusão: cada um é engraçado à sua maneira e você é o que quer ser, se assim acredita ser.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Há trinta e tantos anos atrás
Estando em São Paulo, por esses dias, decidi fazer uma visita sentimental. Não era à família, não era aos amigos, era apenas a um lugar em especial.
Hospedado na Avenida Consolação, seria bem fácil chegar ao lugar desejado para tal visita. Assim, decidi seguir pela Paulista até a Rua Pamplona.
A rua não havia mudado muito. A não ser pelas suas árvores frondosas que estavam um pouco desgastadas pelo tempo e, claro, pela poluição da grande metrópole. Desci a rua na direção contrária aos jardins e, finalmente, cheguei onde eu queria: Rua Sílvia.
A pequena Rua Sílvia, que nasce no meio do quarteirão, nos leva até a Praça 14 Bis. Era lá, nesta ruazinha, onde eu trabalhava nos anos 70.
A casinha, construída em meados dos 40, onde funcionava a produtora de filmes comerciais, continuava lá, pintada da mesma cor: branca. Todavia, a rua parecia menor do que naqueles tempos. Essa sensação eu pensei que fosse privilégio apenas de crianças, já que elas têm a tendência a achar tudo grande e quando crescem se certificam de que não era bem assim.
Voltando à casa, eu também constatei que ela havia sim, mudado.
Naquela época, havia um muro baixinho e dois portões de ferro entre colunas. Não havia nada disso agora, apenas uma grade alta e contínua que cercava toda a frente do pequeno bangalô. Sinal dos tempos perigosos de hoje. Mesmo assim, muitas lembranças voltaram à minha mente com aquela visita.
Lembrei de quando eu corria para terminar as minhas tarefas do dia, como por exemplo: levar promissórias nos cartórios do centro da cidade, ou entregar filmes comerciais nas agências de propaganda. Fazia tudo às pressas para ir até uma mercearia que havia - não há mais - na esquina da Rua Dr. Seng, só para ir ter com o meu grande e saudoso amigo e patrão Ronaldo Lucas Ribeiro, ou Racinha, como ele era carinhosamente chamado.
A mercearia pertencia a dois irmãos espanhóis, que agora não consigo lembrar os nomes. Grandes figuras aqueles dois! Sempre educados e generosos pra com os clientes.
Por volta das cinco ou seis horas da tarde, era batata: lá estava Racinha jogando xadrez com um dos irmãos. Os dois postavam-se sentados em dois engradados de cerveja. O dito jogo, tão afeito aos gênios sérios e sem aparentes vícios, era ali acompanhado por cachacinhas, garrafas de cervejas e fatias de mortadelas. Aquilo era mesmo uma beleza!
Decidi descer mais a rua Dr. Seng, para ver se o galpão onde funcionava o estúdio da produtora continuava lá. Qual foi minha decepção quando constatei que o galpão tinha dado lugar a uma construção para acomodar salas comerciais. Que desapontamento o meu!
Retornei meio abatido à Rua Sílvia, mas tentei superar a tristeza olhando no sentido de onde ela começava e me vi trinta e oito anos atrás descendo-a em direção ao trabalho: jovem, magricela, sandálias de couro cru, bem ao estilo nordestino, calça boca de sino e com o indefectível cabelo ala Caetano Veloso, nos tempos da tropicália.
Quantas manhãs eu descia aquela ruazinha, bem cedinho, agüentando um frio que, por incrível que pareça, São Paulo hoje não tem mais. Lá descia eu, trajando roupas típicas de quem saiu de um Recife quente. Uma coisa eu lembro: eu agüentava firme, porém devo confessar que eu agüentava porque tinha a ajuda imprescindível do astro rei, que castigava seu brilho e calor na frente da casa naquela época do ano, todas as manhãs. Ali, eu ficava parte do meu tempo livre, tomando sol tal qual um urubu. Na verdade, não era só eu que ficava quarando, mas boa parte de todos que lá trabalhava. É, fazia mesmo frio na São Paulo daqueles tempos. A prova de que muitas coisas mudaram na paulicéia é que não há mais garoa por lá.
Terminada a sessão nostálgica, eu subi a rua e retornei ao hotel. Ao passar por onde funcionava o Bar Riviera, no fim da Av. Consolação, as memórias daquele lugar se reacenderam vivas. O velho bar, reduto de boêmios e intelectuais daquela época, estava agora de portas cerradas, paredes pichadas e com sua placa da Brahma quebrada. Mesmo assim, lá fui eu viajando no tempo outra vez, para a paulicéia dos anos 70!
Hospedado na Avenida Consolação, seria bem fácil chegar ao lugar desejado para tal visita. Assim, decidi seguir pela Paulista até a Rua Pamplona.
A rua não havia mudado muito. A não ser pelas suas árvores frondosas que estavam um pouco desgastadas pelo tempo e, claro, pela poluição da grande metrópole. Desci a rua na direção contrária aos jardins e, finalmente, cheguei onde eu queria: Rua Sílvia.
A pequena Rua Sílvia, que nasce no meio do quarteirão, nos leva até a Praça 14 Bis. Era lá, nesta ruazinha, onde eu trabalhava nos anos 70.
A casinha, construída em meados dos 40, onde funcionava a produtora de filmes comerciais, continuava lá, pintada da mesma cor: branca. Todavia, a rua parecia menor do que naqueles tempos. Essa sensação eu pensei que fosse privilégio apenas de crianças, já que elas têm a tendência a achar tudo grande e quando crescem se certificam de que não era bem assim.
Voltando à casa, eu também constatei que ela havia sim, mudado.
Naquela época, havia um muro baixinho e dois portões de ferro entre colunas. Não havia nada disso agora, apenas uma grade alta e contínua que cercava toda a frente do pequeno bangalô. Sinal dos tempos perigosos de hoje. Mesmo assim, muitas lembranças voltaram à minha mente com aquela visita.
Lembrei de quando eu corria para terminar as minhas tarefas do dia, como por exemplo: levar promissórias nos cartórios do centro da cidade, ou entregar filmes comerciais nas agências de propaganda. Fazia tudo às pressas para ir até uma mercearia que havia - não há mais - na esquina da Rua Dr. Seng, só para ir ter com o meu grande e saudoso amigo e patrão Ronaldo Lucas Ribeiro, ou Racinha, como ele era carinhosamente chamado.
A mercearia pertencia a dois irmãos espanhóis, que agora não consigo lembrar os nomes. Grandes figuras aqueles dois! Sempre educados e generosos pra com os clientes.
Por volta das cinco ou seis horas da tarde, era batata: lá estava Racinha jogando xadrez com um dos irmãos. Os dois postavam-se sentados em dois engradados de cerveja. O dito jogo, tão afeito aos gênios sérios e sem aparentes vícios, era ali acompanhado por cachacinhas, garrafas de cervejas e fatias de mortadelas. Aquilo era mesmo uma beleza!
Decidi descer mais a rua Dr. Seng, para ver se o galpão onde funcionava o estúdio da produtora continuava lá. Qual foi minha decepção quando constatei que o galpão tinha dado lugar a uma construção para acomodar salas comerciais. Que desapontamento o meu!
Retornei meio abatido à Rua Sílvia, mas tentei superar a tristeza olhando no sentido de onde ela começava e me vi trinta e oito anos atrás descendo-a em direção ao trabalho: jovem, magricela, sandálias de couro cru, bem ao estilo nordestino, calça boca de sino e com o indefectível cabelo ala Caetano Veloso, nos tempos da tropicália.
Quantas manhãs eu descia aquela ruazinha, bem cedinho, agüentando um frio que, por incrível que pareça, São Paulo hoje não tem mais. Lá descia eu, trajando roupas típicas de quem saiu de um Recife quente. Uma coisa eu lembro: eu agüentava firme, porém devo confessar que eu agüentava porque tinha a ajuda imprescindível do astro rei, que castigava seu brilho e calor na frente da casa naquela época do ano, todas as manhãs. Ali, eu ficava parte do meu tempo livre, tomando sol tal qual um urubu. Na verdade, não era só eu que ficava quarando, mas boa parte de todos que lá trabalhava. É, fazia mesmo frio na São Paulo daqueles tempos. A prova de que muitas coisas mudaram na paulicéia é que não há mais garoa por lá.
Terminada a sessão nostálgica, eu subi a rua e retornei ao hotel. Ao passar por onde funcionava o Bar Riviera, no fim da Av. Consolação, as memórias daquele lugar se reacenderam vivas. O velho bar, reduto de boêmios e intelectuais daquela época, estava agora de portas cerradas, paredes pichadas e com sua placa da Brahma quebrada. Mesmo assim, lá fui eu viajando no tempo outra vez, para a paulicéia dos anos 70!
Uma frase para pensarmos
"Only two things are infinite, the universe and human stupidity, and I'm not sure about the former." - Albert Einstein - *1879 +1955
quinta-feira, 24 de julho de 2008
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