quarta-feira, 3 de agosto de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Vegetarie até quando puder



















Os vegetais e as hortaliças sempre lhe causaram fascínio. O pimentão, por exemplo, qualquer que fosse a cor, imprimia em seus pensamentos gozos inimagináveis. O chuchu, este, era como se fosse um amigo longínquo, que sempre que podia lhe mandava conselhos pertinentes, por vezes causando-lhe medo, mas um medo aceitável, reconfortante. As alfaces, assim como, as demais folhas, eram influentes em qualquer situação em seu dia a dia; manhãs, tardes e noites, inclusive nas madrugadas. Vou direto ao assunto, para não estendermos mais a lista de seus amigos e confidentes vegetais. Um dia, ele estava regando uma plantação de cebolinhas quando viu chegar ao portão de sua casa uma bela jovem; tez amorenada, olhos castanho claros, cabelos castanhos escuro. Não era muito alta, mas tinha uma estatura mediana, típica do brasileiro. Ela acenou para ele que, imediatamente limpou as mãos no macacão de brim e foi ao encontro dela. A jovem se apresentou e disse que era sobrinha de um amigo dele; o Bertoldo. Ele sorriu e perguntou com ele estava e se ainda tinha a quitanda na Avenida Central. Ela confirmou. Ele sorriu,mas se deu conta que não a havia convidado a entrar. Pediu desculpas pela indelicadeza e a convidou, por fim. Abriu o portão e a jovem entrou. Ele logo se ofereceu a carregar uma pequena valise que ela trazia consigo. Ela sorriu e lhe cedeu a valise. Os dois entraram.

Ele a colocou confortável no sofá. Ofereceu-lhe um suco de beterraba com limão que ela adorou. Os dois conversaram sobre várias coisas, principalmente, sobre os vegetais e suas influencias na vida dos homens. Ela falou que iria passar apenas uma semana ali com ele, para aprender a cuidar dos vegetais e de saber de suas propriedades. Os dias se passaram e depois de fazer muitas anotações e de experimentar de tudo, nas diversas refeições, ela resolveu na noite em que antecedia sua partida, oferecer-lhe algo como forma de agradecimento. Ele disse que não era preciso, pois o Bertoldo era uma lenda no que se tratava de vegetais e tais.

Depois do jantar, que ela amou; abobrinhas recheadas de ervilha e creme de cebola com mostarda no forno, os dois deram boa noite e foram para os seus respectivos quartos. Lá pelas tantas, enquanto ele sonhava com alguma berinjela deslumbrante e arredia, ele ouviu três toquezinhos na porta de seu quarto e em seguida um ranger quase inaudível da porta se abrindo. Foi quando ele acordou de fato. Abriu os olhos e viu a beira de sua cama, a jovem, completamente nua. “Sem casca alguma”, poderia ele falar se lhe tivessem perguntado. O corpo esbelto e moreno refletia na luz tosca de um poste, que ficava em frente a casa. A luz atravessava a janela do quarto dele, indo até um canto de sua cama, revelando-a.

Ela deitou-se ao seu lado. Não demorou, os dois se abraçaram, se beijaram, fizeram sexo de forma selvagem. De forma daninha, diria ele. Depois de muitas idas e vindas, gritos, sussurros e gemidos, ele por fim relaxou. O dia estava quase dando a graça de sua presença. Ele deixou-se cair pesadamente para o lado. Ela virou-se e ficou a olhá-lo. Ele vendo que ela o estava observando, virou-se em sua direção. Respirou fundo e disse: “Você sabia que não me lembro da última vez que eu comi carne? – Ela sorriu e disse com uma vozinha de semente: “Eu também não. Pode comer à vontade que não faz mal.”

terça-feira, 19 de julho de 2011

Que saudade de Madame Satã e Lolita!


















Gente, mais uma demonstração de irracionalidade e estupidez, (para não adjetivar mais com palavras de baixo calão), aconteceu no interior de São Paulo. É, gente, a capital paulista está exportando know-how para as bestas-feras do interior. Eu fico imaginando quando aparecer pelas ruas homosexuais dos quilates de Madame Satã (RJ) e Lolita (PE) e bater de cara com esses vermes homofóbicos e acéfalos. Esses sujeitos terão que rezar muito pra São Bolsonaro lhes livrar as peles! Vejam só a que ponto chegou a intolerância dessas amebas de São João da Boa Vista em São Paulo:

-------------------------------------------------------------------------------------

Pai e filho são confundidos com casal gay e agredidos por grupo em São João da Boa Vista, SP

Plantão
Publicada em 18/07/2011 às 21h09m

EPTV - SÃO PAULO - Um homem de 42 anos teve metade da orelha decepada após ser agredido por um grupo de jovens no recinto da Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (EAPIC), em São João da Boa Vista, a 225 km de São Paulo. Os agressores pensaram que ele e o filho de 18 anos fossem um casal gay, pois estavam abraçados. As informações são do site da EPTV.

A agressão aconteceu na madrugada da última sexta-feira. O homem, que preferiu não se identificar, ainda está traumatizado. Ele contou que depois de um show um grupo de sete jovens se aproximou e perguntou se os dois eram gays.

Ele disse que explicou que eles eram pai e filho e, mesmo assim, houve um princípio de tumulto. Os rapazes foram embora, voltaram cinco minutos depois e começaram a agredir os dois. Um deles teria mordido a orelha do pai, decepando parte dela.

" Eu lembro de ter tomado um soco no queixo e apagado. Quando eu comecei a acordar eu ouvi as pessoas dizendo que eu estava sem a orelha "


- Eu lembro de ter tomado um soco no queixo e apagado. Quando eu comecei a acordar eu ouvi as pessoas dizendo que eu estava sem a orelha - explicou.

Ambos foram levados para a santa casa, onde foram atendidos e liberados. O filho teve apenas ferimentos leves.

O delegado do 1º Distrito da Polícia Civil de São João Boa Vista, Fernando Zucarelli, disse que foi aberto um inquérito e que já está tentando identificar os possíveis autores. A homofobia, que é a aversão a homosexuais, ainda não consta como crime no código penal brasileiro, mas, além da agressão, os jovens também podem responder por discriminação.

A organização da EAPIC informou que havia 150 seguranças, além da Polícia Militar, durante toda a festa e que vai colaborar com a polícia para a identificação dos agressores.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Voltei Recife...


IBGE: nordestino volta para o Nordeste. Pernambuco recebe mais.
No IBGE.
No G1:

"Nordeste é região com maior retorno de migrantes, segundo IBGE

Sudeste perdeu potencial atrativo e Nordeste começou a reter população. Instituto cruzou informações da PNAD e dos Censos de 2000 e 2010.

Do G1, em São Paulo

A migração entre regiões do país perdeu intensidade na última década, e estados do Nordeste, além de reter população, começaram a receber de volta os que deixaram seus estados rumo ao centro-sul do país. É o que diz um levantamento divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (15) com base em dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009 e dos Censos realizados em 2000 e 2010.

Segundo o instituto, na última década começou a haver um movimento de retorno da população às regiões de origem em todo o país. A corrente migratória mais expressiva continua a ser entre o Nordeste e o Sudeste, mas houve redução. A região Nordeste foi a que apresentou o maior número de migrantes retornando para seus estados, seguida, em menor escala, pela região Sul.

O IBGE investigou onde morava o indivíduo exatamente cinco anos antes da data das pesquisas, no período entre 1999 e 2009, quando aproximadamente 4,8 milhões de brasileiros migraram entre estados e entre regiões do país.

Em 2009, os estados do Nordeste que apresentaram migração de retorno mais expressiva, conforme o instituto, superando os 20% do total de imigrantes, foram Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Oportunidades

“Além de apresentar menor migração, diminuindo o número de pessoas que saem, o Nordeste começa a atrair população, com uma rede social melhor. Enquanto isso, o Sudeste, que já não recebia mais tantas pessoas, passa a ser também emissor, não só de migrantes, como também de quem é originário e está deixando essa região”, afirma Antônio Tadeu Ribeiro de Oliveira, um dos pesquisadores do instituto.

Esse Nunca Dantes …"
















Gente, a vida é mesmo um vai e volta. A volta dos nordestinos as suas raízes está se confirmando. Serviram como puderam. Foi dada a nós a oportunidade de trabalho, isso é fato, porém sem o devido respeito, além de nos colocar à margem; parca educação, parca moradia, parca saúde. Esqueceram de nos avisar que aquela oportunidade tinha validade; depois de ajudar na pujança e desenvolvimento, teríamos que voltar. Não éramos mais bem vindos; fomos uma gente inferior indigna de um espaço social descente. Teríamos que nos contentarmos com os trabalhos inferiores de apenas servir e mais nada. Começa a chegar a hora de mudar esta infame história. Ela parece que já chegou. Sem ressentimentos, pois. Que eles sejam bem vindos às terras dos coqueirais onde gorjeiam apenas aves sem preconceitos, sem discriminações. Cantemos pois: “Voltei Recife foi a saudade (Lula) que me trouxe pelo braço...”

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O amante indelével










Era amor a primeira vista. Ele tocou de leve seu rosto. Desceu suas mãos até os seus seios. Passou os dedos sobre os mamilos. Desceu-os, escorregando-os levemente pelo abdômen, até a virilha. Tocou-lhe de leve seu sexo. O sentiu quente, emudecido. Penetrou-a, delicadamente... Ele acendeu um cigarro, enquanto ela dobrava a esquina, indo embora. Ele continuou a andar, procurando outra, quiçá, dando-lhe a oportunidade de sonhar mais uma vez enquanto andava pela avenida.